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O luxo e a história da Itália

Com a recessão econômica pairando por toda a Europa,
a Itália encontrou uma alternativa no seu luxuoso mercado da Moda, para recuperar seus gigantescos
monumentos culturais e históricos.

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Esta não é a primeira e nem será a última vez que o governo se une às grifes privadas para tal.

Salvatore Ferragamo recentemente já anunciou seu investimento 1,5 milhão de euros
para a restauração da Fonte de Netuno, que fica em Florença, sua cidade natal.

A reforma da estátua de mármore de Netuno – considerado o rei romano dos mares,
tem previsão de entrega para 2018.

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Vale lembrar que em Milão, foi a Prada quem financiou a restauração do prédio monumental
da famosa galeria Vittorio Emanuelle II, enquanto que Fendi e Valentino se ocuparam com as
apresentações de ópera no Teatro La Scala e reforma da Fontana di Trevi
– esta reinaugurada final do ano passado.

Tod’s se encarregou do valor astronômico de 25 milhões de euros,  para cuidar do imponente e
mundialmente conhecido Coliseu de Roma.

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Mas claro que a atitude das marcas não é de caráter somente emocional
com estes monumentos tão importantes para o turismo local.

Cada contrato prevê direitos de uso comercial e publicitário por longos anos
explorados pelas grifes nos pontos restaurados. Assunto que têm trazido à tona discussões
entre os italianos sobre a privatização da arte, cultura e história da Itália.