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Deu Branco??

É comum estudantes, atores, professores, profissionais de uma forma geral
queixar-se de uma falha de memória em algumas situações cruciais de suas vidas.
O famoso “branco”, que pode ocorrer numa palestra, prova oral,
no meio de uma apresentação teatral, na gravação de um comercial,
num exame vestibular, atrapalhando ou até inviabilizando momentos de vida da pessoa.
Um estudante que, mesmo bem preparado, tenha um branco num vestibular
pode deixar de entrar na faculdade e carregar consigo toda uma expectativa muito ruim para situações futuras,
muitas vezes provocando o que mais temia: OUTRO BRANCO!

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  O bloqueio da fala e do pensamento, como é conhecida esta reação, é uma resposta de ansiedade.
Na evolução da espécie, respostas de luta ou fuga tinham a função de proteger o homem primitivo
de seus predadores e eram consideradas positivas.
O bloqueio de fala e pensamento poupava o nosso ancestral do ataque direto ao predador
ou da fuga imprudente e mal calculada. Simplesmente “congelava” e, imóvel, aguardava o perigo passar,
quando lutar ou fugir eram impossíveis.

Na vida atual não há mais essa necessidade.
O branco surge como “proteção” para o indivíduo em relação a uma ameaça
subjetivamente percebida e provavelmente mal avaliada.  Acaba disparando o mecanismo de ansiedade,
inclusive com ativação fisiológica, gerando medo e prejudicando o desempenho futuro da pessoa.

Pessoas que tenham este tipo de problema são vulneráveis também
a outros problemas de ansiedade e insegurança.

O branco ocasional deve ser encarado com tranqüilidade desde que
a pessoa consiga refazer-se da situação e, principalmente, que não venha a gerar medo
da repetição em ocasiões futuras.
É importante que um aluno, ator, orador ou palestrante relaxe-se dentro da situação de ansiedade.
Cuidados psicológicos são recomendados toda vez que um fator qualquer trouxer prejuízo pessoal,
profissional, afetivo, social, acadêmico, etc.

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Psicoterapia Comportamental e Cognitiva redimensiona o grau de ameaça real de uma situação
seja ela concreta ou imaginária, dando à pessoa condições de avaliar devidamente
os primeiros sinais de ansiedade e lidar com ela devidamente.
Aumenta o sentido de eficácia, isto é, a capacidade de resolução de problemas
na medida em que apareçam , permitindo que o potencial anteriormente treinado seja colocado em prática
da melhor maneira possível, no momento oportuno.

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Um estudante que esquece a matéria, mas consegue recuperar-se e tocar em frente sem sustos,
um ator que se refaz diante da platéia, um palestrante que se recupera após um lapso, não constitui problema.
Porém, não é o que ocorre com a maioria das pessoas que,
diante de um lapso, fazem estimativas catastróficas de fracasso que, realimentando a ansiedade,
vem a se constituir em profecias que se auto realizam!
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psicologoDr. Marco Antonio De Tommaso
Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
Consultor da Unilever – Dove de 2004 a 2010
Articulista da revista Boa Forma “No Divã”
Psicólogo da Agência  L’Equipe de modelos.
Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br
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